sábado, 10 de agosto de 2013

O Cruzeiro de Marcelo Oliveira, de time desacreditado a candidato ao titulo.

Em 2012, após uma troca de gestão politica e de conceitos de gestão de futebol, o clube celeste passou por uma grande crise, correndo risco de rebaixamente e se salvando nas ultimas rodadas. Então liderado pelo argentino Walter Montillo, o clube não apresentava bom rendimento e apostava suas fichas em 2013, ano esse que não começou promissor com a saída do craque argentino para o Santos F.C e a chegada em troca do volante Henrique, vindo do alvinegro praiano, como parte da negociação.

Com o dinheiro da venda de Montillo, o clube foi buscar no sul do país o atacante Dagoberto, que não tinha recebido oportunidades no Internacional e foi contratado por cerca de 3 milhões de euros, o mesmo ocorreu com o meia canhoto e habilidoso Everton Ribeiro, que havia se destacado no Coritiba, por 1,5 milhões de euros e com o lateral esquerdo Egidio.

Aproveitando-se de uma oportunidade de mercado, contratou o experiente Diego Souza, que atuava na Arabia Saudita e em litigio com o clube árabe, estava livre. Mesma situação do volante Nilton, que acabou envolvido em uma troca com o Vasco da Gama, com jogadores não muito utilizados e do zagueiro central Bruno Rodrigo, com contrato por encerrar no Santos.

Buscando aliar experiencia a juventude, o clube mineiro foi buscar no Criciuma o destaque da série B e grande promessa Lucca, meia-atacante habilidoso e com grande potencial, que se recuperava até então de uma lesão no joelho. Outro jovem de grande potencial contratado foi o meia-atacante Ricardo Goulart, que se destacara no Goias.

Com a manutenção de jogadores como o goleiro Fábio, o volante Tinga e os atacantes Borges e Martinuccio, estava montada uma base, ainda vista com desconfiança, mas que seria reforçada com o então atacante Luan, vindo do Palmeiras e com papel tático muito importante.

Escalado em 4-5-1, com bom toque de bola, aproximação de jogadores e triangulações, o clube mineiro começou a demonstrar bom futebol e a se destacar no campeonato regional. As trocas de posições entre Dagoberto e Everton Ribeiro, a liberdade total para o meia Diego Souza e as subidas do volante Nilton eram a base do sucesso de um time ofensivo.



Apesar das boas atuações, o time mineiro ainda era visto com desconfiança, faltava um jogador de nome para substituir o espaço de ídolo deixado por Montillo e assim o clube fez um grande investimento e trouxe o zagueiro Dedé, por 5 milhões de euros junto ao Vasco. Sem poder contar com sua principal jogador o time não conquistou o titulo mineiro.

Com o time base formado, e o destaque de jovens promessas como o lateral direito Mayke e o atacante Vinicius Goulart, o clube celeste precisava apenas de contratações pontuais para enfrentar o campeonato brasileiro. A necessidade da contratação de um volante era clara, diante das seguidas lesões do volante Henrique e assim agiu a direção, contratando junto ao Palmeiras, o volante Souza.

Com a sequência de vitórias e a abertura da janela, o time passou a sofrer assédio de clubes europeus e acabou por vender o jogador Diego Souza para a Ucrania, recebendo ainda o atacante Willian, ex-Corinthians, por empréstimo de um ano. Para repor a venda de Diego Souza, a saída do meia, foi contratado junto ao Malaga, o meia Julio Baptista.

Ainda com as lesões de Dagoberto e Borges, o técnico Marcelo Oliveira, se viu obrigado a usar seu elenco e percebeu ter a disposição peças importantes que ainda não haviam sido muito utilizadas. Assim o time mineiro teve uma sequência de vitórias e se tornou um dos lideres dos principais candidatos ao titulo.

Com a bola, o time cruzeirense, vária entre um 4-5-1 e um 4-2-2-2, com os dois atacantes jogando abertos e fechando na diagonal. Com trocas de posição, aproximações, chegadas de trás dos volantes e compactação dos setores, o time celeste tem demonstrado um futebol muito ofensivo, com bom toque de bola, melhorado com a entrada de Souza, que apesar de não ter o poder de marcação de Leandro Guerreiro, ajuda na transição da defesa para o ataque.

A entrada do lateral Mayke, fortaleceu o ponto fraco ofensivo do Cruzeiro no primeiro semestre, que era seu lado direito, dando poder ofensivo e ajudando na criação de jogadas.

Analise tática do Cruzeiro com a bola                             Analise tática do Cruzeiro, com a bola,
no esquema 4-5-1:                                                         no esquema 4-2-2-2:

                 


Sem a bola, Luan e Everton Ribeiro tem papel essencial para o time, ajudando na marcação dos laterais do time adversário. O zagueiro Dedé e o volante Souza, fortalecem e ajudam a corrigir os problemas de marcação do jovem lateral Mayke que ainda tem deficiências relacionadas a marcação.

Analise tática do Cruzeiro sem a bola:




Dessa forma, tendo muitas opções defensivas (Victorino, Léo, Leandro Guerreiro e Tinga) e  ofensivas (Martinuccio, Lucca, Julio Batista, Dagoberto e Borges), e com um padrão moderno de jogo, o time do Cruzeiro tem que ser considerado candidato ao titulo, mesmo tendo sido desacreditado por muitos no inicio do ano.

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